Resenha - Se eu ficar (Gayle Forman)

26 dezembro 2014




Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Faço parte de um grupo de leitura no Facebook, e lá sempre vejo várias dicas de livros e vi esse por lá, e fiquei como sempre morrendo de vontade de ler/ter ele para mim. E como sempre costumo fazer, fui dar uma olhada na livraria Nobel aqui da minha cidade, e fiquei lá namorando esse e outros e como estava participando de um amigo oculto sugeri eles como presente, e ganhei!




Se eu ficar - É um romance incrível. O livro conta a vida de Mia em 24h de pura tensão.
Ela é uma adolescente de 17 anos que se sente deslocada na sua própria família, ela ama música clássica e é uma ótima violoncelista, seu pai tinha uma banda de rock e largou depois que Teddy o irmão de Mia nasceu e se tornou professor, sua mãe de jovem rebelde agora é uma mãe ursa que defende tudo e todos com unhas e dentes, e seu namorado Adam é integrante de uma banda de Rock a Shooting Star. 
Ela não entende como ele foi se apaixonar por ela, por serem "diferentes", porém formam um casal que realmente se amam. Mia é quieta e treina mais de 8 horas por dia. 

Então acontece o acidente, em uma manhã que o planejado era passear, ver família e amigos. Mia se vê fora de seu corpo observando tudo que acontece após o acidente, vê o corpo dos seus pais, e o seu próprio, ela segue com a ambulância e helicóptero até ao hospital, se vê em cirurgia e tomada por tubos, enquanto sua família e melhor amiga chegam ao hospital e ela mal sabe como está o irmão. Ela percebe que a decisão é ela quem deve tomar. 

Enquanto vê Adam chegar ao hospital e tentar entrar no CTI para vê-la, Mia se vê lembrando de momentos com a família, amigos e com Adam é claro, e fica desesperada pois não sabe o que fazer, em relação a si mesma.


“Eu ficava brava porque ele nunca escreveu uma música pra mim. Adam mesmo sendo músico alegava que não era muito bom com músicas bobinhas que falam de amor:
– Se quer que eu escreva uma música para você, vai ter que me trair ou alguma coisa desse tipo – dizia ele, já sabendo muito bem que isso não aconteceria.
E agora, fico me perguntando se conseguiria sentir o toque dele. Adam solta a minha mão – a minha mão do corpo desacordado – e dá um passo à frente para me olhar. Ele está tão pertinho de mim que quase consigo sentir seu cheiro (…) Adam começa a murmurar alguma coisa. Com a voz bem baixa. Ele não para de repetir: por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por fim, ele para e olha bem para o meu rosto:
– Por favor, Mia – implora. – Não me faça escrever uma música.”

Já li também a continuação que é o Para onde ela Foi, que é contado pela visão de Adam, e é surpreendente também. Mas fica para uma próxima resenha.





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